A paixão pelo púlpito

Por alguns anos mantive em rádio e televisão o programa Voz e Ação; mas no campo da oratória minha paixão maior sempre foi pelo púlpito.

28 de novembro de 1982. Não dá para esquecer esta data. Pela vez primeira, ministrei um sermão em um congresso de jovens. A mensagem? Vidas em Chamas. Meia hora de pura adrenalina. Hoje, três décadas depois, contabilizo mais de cem títulos ministrados em milhares de templos no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos; porém, especialmente, em mais de 250 municípios de Santa Catarina.

Costumo anotar lugar, tema e tempo de cada pregação; acumulo pelo menos três mil horas de púlpito. Os resultados? Definitivamente acho deselegante numerar quantas vidas se aproximaram de Cristo, reconciliaram-se com Deus ou, de alguma forma, sentiram-se edificadas pelas pregações que ministrei. Mesmo porque, tenho falado para grupos pequenos, em templos do interior com menos de uma dezena de ouvintes; mas, também, já falei para multidões de dez mil pessoas. Para mim, tais números não importam. O que me deixa satisfeito reside em saber que na mensagem procurei ser sincero com as minhas convicções, busquei honrar a Deus e conduzir o auditório à reflexão. 

Por falar em compartilhar convicções, dediquei pelo menos metade dos meus anos ao ensino de disciplinas cristãs. Mesmo tendo freqüentado apenas um curso médio em Teologia (FAETAD), aprendi com papai a ser um autodidata no campo das ciências bíblicas. Assim, ajudei a fundar o Seminário Pentecostal de Massachusetts; depois, colaborei na implantação da ETEBLU (Escola Teológica de Blumenau) e participei como co-fundador da ETEBRAS (Escola Teológica Brasileira). Por vários anos ministrei aulas de hermenêutica na EETAD, no Centro de Treinamento Missionário Vida e em centenas de escolas bíblicas por todo o país.